Início Política Abertura do Chefe de Estado merece elogios dos cidadãos

Abertura do Chefe de Estado merece elogios dos cidadãos

por Redação

A sociedade civil angolana, em geral, principalmente nos últimos dias, tem elogiado “a abertura” do Presidente João Lourenço em discutir com diferentes franjas da sociedade, temas como os direitos humanos, a corrupção, a situação económica, a miséria, o desemprego, as preocupações da juventude, a Covid-19, entre outros.

Licínio Adriano

Recentemente, o Presidente da República realizou duas actividades que estão a ser positivamente comentadas e aplaudidas, que foram os encontros com os líderes de associações juvenis e representantes religiosos.
O diálogo com os jovens da capital, representados por diferentes agremiações juvenis, ligadas ao empreendedorismo, à política partidária, à cultura, à educação e ensino e ao activismo social, dentre outros domínios, analisou o actual momento social, económico e político do país, tendo como destaque as recentes manifestações de protesto protagonizadas, sobretudo, por jovens.
Três dias depois, foi a vez dos emissários das diferentes congregações religiosas acreditadas no país, com quem o Chefe de Estado avaliou o actual estado do país e, em conjunto, tentou-se encontrar caminhos que ajudem a fortalecer a paz social e a enfrentar os desafios que se colocam, sobretudo, no domínio da economia e da saúde pública.
Outros encontros semelhantes já aconteceram durante o mandato do Presidente João Lourenço, pelo que, tem sido encorajado a prosseguir com a política de proximidade e de auscultação dos mais diversos sectores da sociedade, principalmente pela resolução dos problemas que afectam os jovens e capitalizar a sua participação no processo de desenvolvimento político, económico, social e cultural de Angola.
Para a institucionalização das primeiras eleições autárquicas, o Chefe de Estado disse que «é necessário o contributo de toda a sociedade no sentido de juntos trabalharmos para a criação das condições necessárias para a sua materialização», tendo apelado à juventude a continuar a pugnar pelo amor à Pátria, pela preservação da estabilidade política e social e salvaguarda dos direitos, liberdades e garantias constitucionais, para a materialização das expectativas da juventude angolana.

«O Banquete» da TPA

Enquanto isso, o que tem chamado a atenção geral dos cidadãos, é a série de vídeo-reportagens da Televisão Pública (TPA), intitulada “O Banquete”, que mostra como um pequeno grupo de angolanos enriqueceu à custa do erário público, jogando o país e a grande maioria dos angolanos no abismo da miséria.
Sublinha-se que o exercício levado a cabo pela TPA está a ser possível pela referida “abertura” do Presidente da República, que tem pugnado pela liberdade de expressão e de imprensa e por uma comunicação social nacional imparcial e justa.
Embora peque por demasiado tardio, porque muitos outros no mesmo sentido já foram feitos antes e não mereceram o destaque que este tem tido, o citado exercício é positivo para a imagem do jornalismo angolano.
No âmbito da “abertura” do Presidente João Lourenço, deve-se fazer justiça a todos jornalistas e órgãos que, ao longo dos tempos, sobretudo durante o regime de alta corrupção que reinou no país durante a presidência de José Eduardo dos Santos, sempre denunciaram tais “máfias”, complôs e associações de malfeitores que desgraçaram o país, mas, por esse motivo, foram maltratados e considerados “indesejáveis”, “terroristas”, “reacionários”, “anti-patriotas”, alguns foram cobardemente assassinados por causa da verdade, outros presos, condenados e praticamente excluídos da sociedade.
Não é justo, nem bom para a harmonia social, que uns sejam “coroados” por algo que tantos outros fizeram primeiro, e continuam a fazer, tendo sido discriminados, a pontos de sofrerem e outros morreram por isso.
Contudo, é necessário e positivo que a comunicação social, principalmente um órgão da envergadura da TPA, contribua para inibir e ajudar a pôr fim a este estado de coisas que tanto têm lesado o nosso país e o povo angolano.
O Estado está a reaver algumas coisas e algum dinheiro. Apenas algum, porque a maioria do que foi roubado anda espalhado pelo mundo. Muito dinheiro está estrategicamente escondido em contentores, tanto em residências, como em quintas, fazendas e outros empreendimentos.
Apesar de o combate à corrupção estar a ser efectuado, muitos larápios continuam a vangloriar-se e a “banquetear-se” com os avultadíssimos valores que roubaram ao Estado e continuam impunes.
Angola está no descalabro e na miséria em que se encontra por causa de dirigentes e outros gestores que, a coberto do propalado «canteiro de obras» transformaram o país na «lavra» da ladroagem desenfreada, apoderaram-se dos dinheiros públicos e atiraram o país e os angolanos para o abismo da miséria e da fome.
Porém, como já foi expresso nestas colunas, é um bom sinal. Sinal de que alguma coisa está a mudar e esse caminho deve continuar a ser trilhado em prol da paz, da democracia, da estabilidade, harmonia nacional, progresso e bem-estar dos angolanos!

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