Início Política Abel Chivukuvuku receia manobras para que o TC chumbe a Frente Patriótica

Abel Chivukuvuku receia manobras para que o TC chumbe a Frente Patriótica

por Redação

O líder do projecto político PRA-JA Servir Angola, Abel Chivikuvuku, revelou que a chamada Frente Patriótica Unida estuda se disputará as presidenciais em 2022 como “coligação” ou “agregação”. Segundo o político, o objetivo deste e de outros estudos é que o Tribunal Constitucional de Angola (TC) não bloqueie a formação da aliança de oposição

Segundo Abel Chivukuvuku, as equipas de UNITA, PRA-JA e BD trabalham num quadro normativo para a aliança.  O político nega rumores de que estaria a abandonar a Frente Patriótica devido a uma suposta legalização do PRA-JA.

“Estamos com equipas técnicas a trabalhar sobre isto. Nós temos esta preocupação, sobretudo tendo em conta o contexto actual, marcado por incapacidade governativa e mudança de percepção das pessoas. Há um nível de maturação muito grande do eleitorado. Em função disso, nós temos que nos precaver”, explicou, lembrando os esforços para a legalização do projecto político PRA-JA.

Na próxima quinta-feira (05.08), haverá um novo encontro dos partidos formadores da aliança oposicionista (UNITA, Bloco Democrático e PRA-JA) para a definição de um quadro normativo para a Frente Unida Patriótica.

Entretanto, Chivukuvuku negou os rumores de que estará a abandonar a Frente Unida Pratriótica porque lhe foi posta a condição de legalizar o PRA-JÁ.

O político disse que não fica surpreendido com “fakenews”, que, segundo ele, seria uma característica do regime do MPLA desde sempre. Abel Chivukuvuku classificou como um “fenómeno triste” o facto de as pessoas não examinarem as informações que circulam nas redes sociais.

“Os rumores não me surpreenderam porque nós sabemos a natureza do regime. A natureza do regime é a mentira, a intoxicação e a diabolização. O que achei interessante, com tristeza, é que as pessoas acreditam. Qualquer coisa que o MPLA atira por ali, as pessoas acreditam. E mesmo pessoas supostamente lúcidas”, argumentou.

Em entrevista concedida após um evento académico na última sexta-feira, o líder do PRA-JA salientou que os preparativos estão a ser ultimados, e em Setembro, o mais tardar, já deverá estar tudo pronto para formalizar a “Frente Patriótica Unida”.

Segundo Chivukuvuku, ainda há vagas para a Frente Patriótica. O político salientou que a plataforma está aberta a todos os que queiram afastar do poder o MPLA nas próximas eleições gerais. Menos importante é quem vai liderar a “frente”, assegurou.

Durante o evento, “o político reclamou que o actual ambiente político no país não permite uma competição partidária em condições de igualdade e um partido continua a ser mais favorecido do que os outros”. (Com agências)

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