Início Opinião “O DIA QUE O EX – PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS FALAR ANGOLA ACORDARÁ MUITO DIFERENTE”

“O DIA QUE O EX – PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS FALAR ANGOLA ACORDARÁ MUITO DIFERENTE”

por Redação

1ª PARTE:

Invoca – se muito hoje a liberdade de atacar a imagem do ex – Presidente JES, uma coisa é o logos e os seus valiosos feitos que foram transformados em mythos, ou histórias vãs no novo Executivo.

Por: João Hungulo

O tempo de coisas às avessas terá chegado com o Novo Executivo angolano, a pintura de Jerónimo Bosch deveria inspirar mais ao novo Executivo para que se vissem mais ao espelho da reflexão, muito se fala de JES, porém, não se faz recordar coisa alguma dele que tenha sido útil à Pátria, o novo Governo, só sabe desenhar o que de desdém há contra a imagem do ex – Presidente de Angola. Evidentemente, não se encontra razão alguma para que o ex – Presidente seja tratado como o vemos à ser tratado pelo novo Executivo angolano, mesmo que cometesse um sem números de falhas, um herói quanto JES mereceria aplausos feitos em coro e em pé, os traidores fazem mal à si e aos outros, mas confessemos que sendo necessário o equilíbrio, e espaços próprios para dar fim à esta desforra,  entendamos que chegou a hora de vozes advindas de JES baterem – se contra as acusações que o colocam ao tapete, será pois, como diz – se na gíria: quem cala consente, para que o ambiente viciado em conflitos impostos pelo novo Executivo deixe de ser um ambiente parasita, infectado por uma única voz advinda do Novo Executivo, pois que, se JES falar Angola acordará muito diferente.

Quem for ofendido, por razões morais ou éticas, de lesa à verdade política, seria bom que desse um morro na mesa e deixasse cicatrizar as feridas morais que apanhou advindas dos que o traíram. Não é fácil, sabemos, mas seria uma grande vitória. Porque quem cala consente, e o silêncio que muito se presa as vezes torna – se o veneno que mais destrói, sofremos por dentro, mas não pagamos o que passamos lá fora, uma ferida causada pelo ferro, cura – se com remédio, mas uma ferida causada pela devastação moral ou ética, traz – nos vexame, indignidade, e isso, ninguém sabe curar, morre connosco, ninguém sabe consolar isso, e não é sadio que fiquemos de braços cruzados quando tal sucede em nossos arrabaldes, é hora de acabar com a poluição política que mancha a imagem do ex – Presidente JES, como diz – se no adágio em língua nacional umbundo “Inse okufa etombo livala” (Vale apenas morrer que viver a vida toda humilhado), é hora de cerrar a porta da afronta construída pelo Novo Executivo contra a pessoa mais importante desta Nação, o Pai da Nação Angolana, o Pai da Reconstrução Nacional, o Salvador da Pátria (…). Chegou a hora de fazermos fileiras em nome de JES e forçar que o novo Executivo feche as páginas da perseguição à Eduardo dos Santos e sua parentela. Não é fácil essa luta, e tem que ser feita inteligentemente. Um homem com dignidade nunca se curva ou cala por muito tempo perante os seus reais inimigos.

Há um País em que é proibido contar histórias sobre o passado, parece – nos este: Angola. Esse é só um exercício de muitas das categorias de discriminados políticos, cuja voz ouve – se no actual Executivo angolano aos excessos. Um grande e novo fantasma político assola o País, a figura de Neto está estacionada como de um grande herói, e a de Eduardo dos Santos como de um magoado e infeliz.

A história da política angolana registou várias contrariedades, em que a principal razão da permanência do arcaico e desajustado é a incapacidade dos políticos de reconhecerem os feitos alheios e os reciclarem com novos rumos, passa – se sempre uma esponja no passado, e enterra – se o passado no sepulcro do esquecimento, heróis tornam – se ferramenta de um mundo obscuro, incauto e ausente, parece que o silêncio em Angola tem mais voz que os próprios heróis, que deram tudo à Pátria incluindo as suas vidas. Não é só, pois, uma ideologia geral vingativa que reage ao passado: é também alguma enquistada ideologia política do oportunismo e do orgulho ao excesso dos líderes africanos, em particular em Angola, e uma psicologia avessa à honra alheia.

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