Início Opinião Depois das grandes dificuldades de 2020, haja fé, amor, seriedade, respeito e empenho em 2021

Depois das grandes dificuldades de 2020, haja fé, amor, seriedade, respeito e empenho em 2021

por Redação

Estamos a viver já o ano de 2021. Para trás ficou, na história e nas nossas recordações 2020 como um ano muito difícil, mas também de desafios e superação, principalmente pela pandemia do Coronavírus/Covid-19, que assolou o mundo inteiro, fazendo milhões de infectados e mortos, com os números a aumentar a cada dia, apesar dos esforços que estão a ser feitos por cientistas e autoridades de todo mundo para conter e acabar com o flagelo.
Na opinião de líderes mundiais, «a pandemia do Coronavírus foi e é o maior desafio político, social e económico do século, é uma crise histórica que exigiu muito de todos nós»!
Assim, em 2021, para os angolanos, e não só, há que ter muita Fé, grande confiança, paciência e força. Vamos, por isso, ao trabalho, digno, sério, honesto, empreendedor, em prol do desenvolvimento do nosso país e pelo bem-estar das pessoas, dos angolanos, principalmente das nossas crianças e das gerações vindouras.
É tempo de muitos cuidados, pessoais e colectivos, mas também é de decisão, de paz, compreensão, harmonia e porque não perdão?
No princípio do ano que findou, como sempre, os políticos muito prometeram, mas com o aparecimento da pandemia, as prometidas realizações ficaram-se nos discursos e a Covid-19 passou a ser a desculpa para tudo e mais alguma coisa. Os políticos angolanos aproveitaram para dar mais um grande “show” de teorias mal concebidas e desculpas de “mau pagador”.
Para este ano de 2021 há muita expectativa no ar, expectativa que transitou no tempo. Muitas das promessas dos membros do executivo angolano já datam de anos antes, sem que se tenha esboçado minímos gestos de concretização, revertendo sempre em resultados negativos para a sociedade e, consequentemente, para a população que, sem emprego, sem perspectivas de melhoria, está a cada dia mais na miséria.
Há de tudo para os governantes, mas não há nada para os governados. Neste novo ano, os angolanos exigem que os que estão no poder, os que governam o país, o façam de facto, como mandam as mais elementares normas da Constituição, do dever patriótico e do respeito pelos direitos humanos e do povo angolano.
Que prometam com conhecimento de causa e realismo e, se algumas dessas promessas não chegarem a ser efectivadas, que haja ao menos vontade, empenho em fazê-lo, que haja clarividência e querer sério para concretázi-las e que todo esforço seja visível para a sociedade em geral.
Havendo esforço sério, palpável, dos governantes, haverá também o empenho de todos os cidadãos, pelo engrandecimento da nação e do bem-estar comum. Mesmo que algo fique por fazer e a conclusão durar mais tempo, haverá igualmente o reconhecimento e a gratidão pelo esforço dispendido em função do seu cumprimento.
Depois do trágico “alerta” do ano passado, 2020, neste novo ano, chama-se a atenção para a necessidade de os políticos protegerem as populações e trabalharem para criar as condições para uma vida digna e justa.
Sublinha-se que, se a política for implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas, pode tornar-se verdadeiramente numa forma eminente de caridade.
Cada renovação nos cargos electivos, cada período eleitoral, cada etapa da vida pública, constitui sempre uma oportunidade para voltar à fonte e às referências que inspiram a justiça e o direito.
Há que ter em conta que a boa política está ao serviço da paz, respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras.
Infelizmente, sabe-se que, também, não faltam os vícios na política, tanto pela inépcia pessoal, como pelas distorções nos círculos próximos e nas instituições.
Os vícios da vida política tiram credibilidade aos sistemas dentro dos quais ela se realiza, bem como à autoridade, às decisões e à acção das pessoas que se lhe dedicam. Tais vícios, que enfraquecem o ideal de uma vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social.
A corrupção, nas suas múltiplas formas de apropriação indevida dos bens públicos ou de instrumentalização das pessoas, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a justificação do poder pela força ou com o pretexto arbitrário da razão de Estado, a tendência a perpetuar-se no poder, a xenofobia e o racismo, a recusa em cuidar da terra, a exploração ilimitada dos recursos naturais em razão do lucro imediato, o desprezo contra aqueles que foram forçados ao exílio, entre outros, são perigos que ameaçam a própria existência, a paz, a harmonia, a estabilidade e o desenvolvimento para o bem de todos.
A Paz tem que ser fruto de um grande projecto político, que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos. Mas é também um desafio que requer ser abraçado dia após dia.
Haja ponderação, haja amor, seriedade, respeito e empenho de todos para se vencer os obstáculos e dificuldades que se apresentarem em 2021. Que Deus proteja e abençoe a todos!!! Kim Alves

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