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Veja a lista de 65 crimes imputados a Ricardo Salgado

por Redação

Filipa Ambrósio de Sousa

Ricardo Salgado terá sido o cérebro de uma rede criminosa, dentro Grupo Espírito Santo (GES) e do Banco Espírito Santo (BES), de forma a cometer sucessivos crimes “de forma organizada”. No total, são 65 crimes que o Ministério Público imputa a Ricardo Salgado. No despacho de acusação a que o ECO teve acesso, é dito que Ricardo Salgado vai a julgamento por um crime de associação criminosa, doze crimes de corrupção ativa no setor privado, 29 crimes de burla qualificada, cinco de infidelidade, dois de manipulação de mercado, sete de branqueamento, oito de falsificação de documento e um de crime de falsificação de documento qualificado.

Conheça, em pormenor, a lista extensa de crimes atribuídos ao ex-líder do BES, que liderou durante 22 anos um dos maiores grupos empresariais português durante 22 anos.

  • Em coautoria com Francisco Machado da Cruz, Amilcar Pires, Isabel Almeida, António Soares, Pedro Pinto, Nuno Escudeiro, Pedro Serra, Alexandre Cadosh, Michel Creton, Cláudia Faria, Paulo Ferreira e José Castella (este cujo procedimento criminal se encontra extinto) um crime de associação criminosa;
  • Em autoria material doze crimes de corrupção ativa no setor privado p. p. pelo artº 9º nºs 1 e 2 da Lei 20/2008, de 21.04, por referência ao artº 2º als. d) e e) do mesmo diploma legal;
  • Em coautoria com Francisco Machado da Cruz e com José Castella (este cujo procedimento criminal se encontra extinto) de um crime de falsificação de documento relativo às demonstrações financeiras da ESI, entre pelo menos 2009 e 2014 e pela produção do contrato de concessão de crédito com a ESFIL;
  • Em coautoria com Francisco Machado da Cruz e José Castella de um crime de burla qualificada. Entre 2009-2013 a unidade BPES fez colocações fiduciárias ESI nos seus clientes, com prejuízos computados para investidores em 125 milhões e 593 mil euros;
  • Em coautoria com Francisco Machado da Cruz e José Castella e José Manuel Espírito Santo (este após dez 2013) de um crime de manipulação de mercado. Entre 2009 e junho de 2014, a ESI, com demonstrações financeiras deturpadas comercializou em emissões ad hoc e enquadradas em programas, ECP, e em 2013 DCP, obrigações/papel comercial junto de investidores aos balcões de instituições bancárias com credenciação na intermediação financeira.
  • Em coautoria com José Manuel Espírito Santo e Francisco Machado da Cruz e José Castella de um crime de burla qualificada. Entre 2009 e julho de 2014, Unidade BPES, venda de UP do Fundo ExS, com prejuízos computados para investidores em 61 milhões de euros;
  • Em coautoria com José Manuel Espírito Santo, Francisco Machado da Cruz e José Castella, de um crime de burla qualificada. Entre 2009 e dezembro de 2013 com prejuízos computados para investidores em 894 milhões de euros;
  • Em coautoria com Francisco Machado da Cruz e José Castella de um crime de burla qualificada. Entre 2009 e dezembro de 2013, Unidade BPES como agente emissor de obrigações ESI ao abrigo de programa ECP, com prejuízo computado para investidores em 80 milhões de euros;
  • Em coautoria com Francisco Machado da Cruze José Castella de um crime de burla qualificada, entre 2009 e abril de 2013, Unidades ESBP e BPES na colocação de ações preferenciais de ESIOL, com prejuízo computado para investidores em 160 milhões de euros;
  • Em coautoria com Francisco Machado da Cruz e José Castella de um crime de burla qualificada. Entre dezembro de 2011 e outubro de 2012 (Unidades ESBPe BPES na colocação de ações preferenciais ESROL, com prejuízo computado para investidores em 60 milhões de euros;
  • Em coautoria com FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella, um crime de burla qualificada: entre agosto e dezembro de 2013, Unidades BPES como agente emissor ao abrigo de programa EMTN RIOFORTE, com prejuízo computado para investidores em 39 milhões de euros;
  • Em coautoria com FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella de um crime de burla qualificada: “entre setembro e dezembro de 2013, Unidades Grupo BES como colocadores de um programa de papel comercial doméstico ESI, com o prejuízo computado para investidores nos 175.200.000€”;
  • Em coautoria com FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella deum crime de burla qualificada: “entre setembro de 2013 e dezembro de 2013, Unidades do Grupo BES como colocador de um programa doméstico de papel comercial RIOFORTE, com um prejuízo computado para investidores nos 77 milhões de euros;
  • A autoria um crime de infidelidade pela colocação de instrumentos de dívida ESI até junho de 2014, em clientes do Grupo BES, com o prejuízo estimado para o património do banco, de 426.529.000€.
  • Em coautoria com MANUEL FERNANDO ESPÍRITO SANTO, FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella de um crime de burla qualificada por entre 2009 e julho de 2014, ocorreu a venda pelas Unidades do Grupo BES de obrigações ES TOURISM EUROPE, com um prejuízo computado para investidores em 146 milhões de euros;
  • Em autoria material um crime de infidelidade por “entre dezembro de 2010 e julho de 2014, a Unidade do Grupo BES ter concedido linhas de crédito e entidades do Grupo ESCOM, com o prejuízo estimado para o património do banco em 181 milhões de euros;
  • Em coautoria com José Castella (este cuja responsabilidade criminal se encontra extinta), de um crime de burla qualificada por “entre 2009 e 2014, as Unidades do Grupo BES venderam aos clientes ações preferenciais e obrigações do Grupo ESCOM MINING, com o prejuízo estimado para investidores, de 91.670.565,77€”;
  • Em coautoria com FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella de um crime de burla qualificada por: “entre 2009 e julho de 2013, a ESFILvendeu dívida enquadrada em programas junto de investidores, com o prejuízo para estes computado em 374.404.654,00€ “;
  • Em coautoria com FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella (este cujo procedimento criminal se encontra extinto), de um crime de burla qualificada por “até 2014 a ESFIL vendeu a investidores ao abrigo de um EMTN instrumentos de dívida, com prejuízo computado para estes de 200.000.000€”;
  • Em coautoria com MANUEL FERNANDO ESPÍRITO SANTO, FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella (este cujo procedimento criminal se encontra extinto), de um crime de burla qualificada pela “a utilização da Unidade bancária do ESBP, para a concessão de crédito e entidades do Grupo ESI até julho de 2014, com prejuízo para o ESBP de 548.900.000€”;
  • Em coautoria com AMÍLCAR PIRES, ISABEL ALMEIDA, ANTÓNIO SOARES, NUNO ESCUDEIRO, PEDRO PINTO (este a partir de dezembro de 2009), ALEXANDRE CADOSCH, MICHEL CRETON, FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella (este cuja responsabilidade criminal se encontra extinta) de umcrime de burla qualificada pelo “uso das unidades do Grupo BES, entre 2009 e 2012, na venda de obrigações BES FINANCE, com prejuízo para o banco computado em 1.190.134.174,83€”;
  • Em coautoria com AMÍLCAR PIRES, ISABEL ALMEIDA, ANTÓNIO SOARES, NUNO ESCUDEIRO, PEDRO PINTO, ALEXANDRE CADOSCH, MICHEL CRETON, FRANCISCO MACHADO DA CRUZ, José Castella (este cujo procedimento criminal se encontra extinto), PAULO FERREIRA, PEDRO SERRA (este em 2012), CLÁUDIA FARIA (esta a partir de janeiro de 2012) e PEDRO COSTA (este a partir de dezembro de 2013) um crime de manipulação de mercado por “entre 2009 e 2014 o BES 51309 3375 vendeu dívida BES FINANCE, PT, LONDON e LUXEMBOURG a clientes de OST, SC, BES ORDENS e GDC”;
  • Em coautoria com AMÍLCAR PIRES, ISABEL ALMEIDA, ANTÓNIO SOARES, NUNO ESCUDEIRO, PEDRO PINTO, ALEXANDRE CADOSCH, MICHEL CRETON, FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella (este cuja responsabilidade se encontra extinta) um crime de branqueamento pelo “uso do proveito do BRAX I na eliminação de dívida EG PREMIUM”;
  • Em coautoria com AMÍLCAR PIRES, ISABEL ALMEIDA, ANTÓNIO SOARES, NUNO ESCUDEIRO, PEDRO PINTO, ALEXANDRE CADOSCH, MICHEL CRETON, CLÁUDIA FARIA, PEDRO SERRA e PAULO FERREIRA, José Castella (este cuja responsabilidade criminal se encontra extinta) e FRANCISCO MACHADO DA CRUZ de um crime de burla qualificadapor “entre 2012 e outubro de 2013, o uso das Unidades do Grupo BES na venda de obrigações BES PT, BES LONDON e BES LUXEMBOURG, com prejuízo para o banco computado em 1.033.481.150€”;
  • Em coautoria com AMÍLCAR PIRES, ANTÓNIO SOARES, PEDRO SERRA, PEDRO PINTO, ALEXANDRE CADOSCH e MICHEL CRETON, um crime de branqueamento pelo “emprego de produto da venda de BES PT, para cobertura de perdas de um SPV”;
  • Em coautoria com AMÍLCAR PIRES, ISABEL ALMEIDA, ANTÓNIO SOARES, ALEXANDRE CADOSCH, MICHEL CRETON, PEDRO PINTO, NUNO ESCUDEIRO, PEDRO SERRA, 51310 3376 FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella (este cujo procedimento se encontra extinto) de um crime de falsificação de documento por “entre 2009 e 2014, o uso de contratos de opção para transferência de verbas para entidades GES, no valor de 257.600.000€ (ENTERPRISES/ALPHA MANAGEMENT) e de 1.330.000€ para entidades do Grupo ONGOING”;
  • Em coautoria com AMÍLCAR PIRES, ISABEL ALMEIDA, ANTÓNIO SOARES, ALEXANDRE CADOSCH, MICHEL CRETON, PEDRO PINTO, NUNO ESCUDEIRO, PEDRO SERRA, FRANCISCO MACHADO DA CRUZ e José Castella (este cujo procedimento se encontra extinto) de um crime de branqueamento por “entre 2009 e 2014, em que os referidos contratos de opção foram a justificação aparente para a incorporação no património da ENTERPRISES, ALPHA MANAGEMENT, e para que assim fossem realizados pagamentos a pessoas físicas e legais, assimilando o produto dos crimes de burla praticados contra o BES, contra o mercado, e no contexto da associação criminosa

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