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Talibãs estão a sequestrar e a violar mulheres e meninas vivas ou mortas

por Redação

Uma antiga agente da polícia afegã, identificada como Muskan, afirmou em declarações à News18 que os talibãs estão a bater de porta em porta à procura de mulheres e meninas. As declarações desta antiga agente da polícia surgem numa altura em que se levantam suspeitas de que os talibãs estão a sequestrar crianças para as tornar em escravas sexuais após a retirada dos militares estrangeiros

Segundo a mesma fonte, os membros da milícia islâmica estarão a cometer abusos sexuais, incluindo em corpos de mulheres mortas. “Não lhes importa se estão mortas ou vivas”, afirmou, referindo que estes estão a ir de porta em porta e a arrancar mulheres e meninas das suas famílias ou a matá-las.
Muskan viajou para a Índia assim que a cidade de Cabul foi tomada pelos talibãs. E afirma que tem recebido informações de que, ao contrário do prometido, as mulheres que ficaram para trás têm sido perseguidas pelos talibãs.
As mulheres terão recebido “vários avisos” de que tanto elas como as suas famílias serão alvo de ameaças de morte e violência física caso optem por trabalhar.
Recorde-se que os talibãs prometeram respeitar os direitos e liberdades das mulheres no Afeganistão e garantiram que não iriam retaliar contra quem ajudou o Governo e outros países.
Entretanto, tudo não passa de promessas vãs. Já há relatos de violência de talibãs contra quem tenta fugir. Os relatos contrariam as promessas feitas pelo grupo radical, que voltou a dominar o Afeganistão.
A promessa dos talibãs de que garantiriam uma “passagem segura” aos civis que quisessem chegar ao aeroporto de Cabul para deixar o Afeganistão, parece ter sido quebrada poucas horas depois de ter sido feita. Há igualmente relatos de mulheres e crianças espancadas e chicoteadas ao tentarem passar os postos de controlo montados pelo grupo radical islâmico.
Com os talibãs a controlar a fronteira terrestre do Afeganistão, o aeroporto de Cabul é a única saída do país. Os militares norte-americanos assumiram o controlo do tráfego aéreo no aeroporto da capital afegã, mas os combatentes talibãs controlam a estrada para o aeroporto e montaram vários postos de controlo no norte de Cabul.
Os relatórios vindos da capital afegã dizem que tem existido violência nos postos de controlo a caminho do aeroporto e, segundo o Guardian que avança com a história, há mesmo imagens de uma mulher e uma criança com ferimentos na cabeça depois de terem sido espancadas e chicoteadas ao tentarem passar um posto de controlo. Fontes em Cabul disseram ao jornal que os talibãs estavam a verificar documentos e a reter algumas pessoas à força no local, recusando-se a deixá-las chegar ao destino.
O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse que embora um número significativo de pessoas tenha conseguido chegar ao aeroporto, agora sob controlo militar dos EUA, “houve casos em que recebemos relatos de pessoas a quem foi rejeitada a passagem, empurradas para trás ou mesmo agredidas… Estamos a falar disso através de um canal de comunicação com os talibãs para tentar resolver essas questões. E estamos preocupados pelo que possa continuar a acontecer nos próximos dias”, referiu.
Sullivan disse que manter as rotas abertas para o aeroporto é uma “questão revista de hora a hora… É algo de que temos noção e estamos muito focados em responsabilizá-los para que cumpram o que prometeram”.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que se os talibãs não fornecerem passagem segura aos civis, “as consequências serão graves e fortes da parte dos militares dos Estados Unidos. Deixamos isso bem claro. Mas agora… não estamos a confiar, não estamos a crer na palavra deles”.
A Casa Branca disse que 13 voos, na terça-feira (24), transportaram 1.100 cidadãos americanos, residentes permanentes e as suas famílias do aeroporto de Cabul, o ritmo deve aumentar durante a semana. As forças armadas britânicas estão a trabalhar para evacuar cerca de 6.000 pessoas de Cabul.
Por seu lado, a Austrália transportou 26 pessoas no seu primeiro voo de resgate, disse o primeiro-ministro, Scott Morrison, depois de as tropas australianas chegaram para ajudar na evacuação.
Na segunda-feira (23), o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, afirmava que dos 16 civis portugueses que estavam no Afeganistão, 12 já tinham conseguido sair do país e quatro continuavam em funções operacionais no aeroporto de Cabul.
Recorde-se que o país caiu nas mãos dos talibãs em dias, em vez dos meses previstos pela inteligência dos Estados Unidos. (Com Reuters)

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