Início Mundo PAM pede ajuda para socorrer cerca de um milhão de moçambicanos com fome severa

PAM pede ajuda para socorrer cerca de um milhão de moçambicanos com fome severa

por Redação

O Programa Alimentar Mundial (PAM) fez um apelo aos doadores no valor de 82 milhões de dólares (68 milhões de euros) para dar assistência a centenas de milhares de pessoas que enfrentam fome severa no norte de Moçambique.

«Na esteira dos ataques hediondos a Palma, pessoas e famílias inteiras tiveram que abandonar os seus pertences e meios de subsistência e fugir em busca de segurança», referiu o porta-voz do PAM, Tomson Phiri, em Genebra.

Aquela agência das Nações Unidas visa assistir 750.000 pessoas deslocadas e membros vulneráveis das comunidades anfitriãs nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Zambézia.

A população alvo representa 78% das 950.000 pessoas que segundo o PAM enfrentam fome severa.

A agência humanitária alerta para o facto de os crescentes ataques na região estarem a agravar uma situação já de si complexa, após três anos e meio de conflito, com mais de 2.500 mortos e 700.000 deslocados.

No imediato, o PAM está a gerir os ‘stocks’ disponíveis em Moçambique para fazer distribuição de emergência de alimentos a 50.000 pessoas que fugiram da violência em Palma.

Mulher com nacionalidade portuguesa raptada em Maputo

Enquanto isso, a violência e a criminalidade espalham-se pela capital moçambicana, Maputo. Depois de, no domingo, um empresário ter sido raptado na avenida Romão Fernandes Farinha, no centro da cidade, pouco tempo depois de estacionar o seu veículo nas proximidades de casa, agora, uma mulher de 49 anos, residente no norte de Moçambique e com nacionalidade portuguesa, foi esta quarta-feira (14) raptada em frente ao Consulado Geral de Portugal em Maputo, informou a polícia moçambicana.

O rapto ocorreu às 11:00, hora local, depois de a vítima deixar o edifício do consulado na Avenida Mao Tse Tung, disse o porta-voz da PRM na cidade de Maputo, Leonel Muchina.

Quando se dirigia para o seu automóvel, a vítima «foi interceptada» por indivíduos desconhecidos numa viatura ligeira com uma arma que se suspeita que fosse uma AKM47, referiu o porta-voz, que não avançou a nacionalidade da vítima.

No entanto, outra fonte que acompanha o caso confirmou à Lusa que a vítima tem nacionalidade portuguesa e tinha ido tratar da renovação de documentos ao consulado, é residente em Nampula e mulher de um empresário com actividade na área da hotelaria naquela província.

Segundo as autoridades moçambicanas, o grupo de raptores terá arrastado a vítima até ao automóvel em que fugiram. «Nós fizemos uma reconstituição deste crime», acrescentou.

Este é o segundo rapto registado em menos de 48 horas pelas autoridades na cidade de Maputo.

Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram mais de 10 raptos nas principais cidades do país e as vítimas são quase sempre empresários ou seus familiares.

Em Outubro daquele ano, um grupo de empresários na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas actividades em protesto contra a onda de raptos no país.

A CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique, maior agremiação patronal do país, também já exigiu por diversas ocasiões um combate severo a este tipo de crime e até o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, já pediu mais medidas. *(Com agências)

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