Início Mundo Adiamento: Cimeira de Bruxelas da União Europeia e África ainda sem data

Adiamento: Cimeira de Bruxelas da União Europeia e África ainda sem data

por Redação

Não foi por enquanto definida uma nova data para a realização da Cimeira UE-África, a ser decidida em função da evolução da pandemia de Covid-19.

Mwanza Mukondolo*

Confirmando anteriores previsões de impossibilidade de realização da Cimeira União Europeia-África entre os meses de Outubro e Novembro, devido sobretudo a restrições de deslocação e outras relacionadas com a pandemia de Covid-19, bem como de assinatura do novo acordo-quadro de cooperação (Aliança) UE-África já durante a Presidência Portuguesa da UE, no primeiro semestre de 2021, fontes diplomáticas confirmam a decisão de adiamento do evento.
A decisão conjunta de adiamento da Cimeira política, prevista para 28 e 29 de Outubro em Bruxelas, implica o adiamento também do Fórum Empresarial, que estava já em preparação.
Apesar de a justificação oficial para o adiamento se relacionar com a pandemia, fontes diplomáticas indicam que, para a decisão, terá sido também decisivo o facto de, nas negociações da “Aliança”, se manterem ainda questões em aberto entre as delegações europeia e africana, mas também entre Estados-Membros da UE , relacionadas com os Direitos Humanos e Estado de Direito.
Também a travar a assinatura estão divergências, descritas como profundas na actual fase, entre países da UE sobre os referidos pontos e também sobre questões relacionadas com as migrações.
O tema da resposta à pandemia de Covid-19 é também considerado pelos países africanos como insuficientemente contemplado no acordo.
O acordo-quadro é estimado pelas fontes consultadas como fechado em mais de 90% dos pontos, mas as divergências políticas são vistas como suficientes para não ser previsível um prazo para solução das mesmas.
A componente económica da “Aliança” UE-África, sucessor do Acordo de Cotonou, cuja vigência foi prolongada até Fevereiro de 2021,encontra-se practicamente fechada.
O novo acordo-quadro atribui ao sector privado o papel de motor das relações económicas europeias com África, apoiando o desenvolvimento do continente. A presidência da UE é actualmente exercida pela Alemanha, que será sucedida por Portugal.
Ciente da possibilidade de ganhos de relevância do eixo político-diplomático com África – elemento historicamente valorizador da diplomacia portuguesa em meios internacionais, a Representação Permanente de Portugal (REPER) em Bruxelas, chefiada por Nuno Brito, tem em curso, conforme apurado, acções de “lobby” no sentido de assegurar que a formalização da “Aliança” ocorra durante a presidência portuguesa. *(Com Agências)

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