Início Economia Sonangol em crise Privatizações na ordem do dia apesar da Covid-19

Sonangol em crise Privatizações na ordem do dia apesar da Covid-19

por Redação

Está previsto, para breve, o lançamento do concurso internacional para nove blocos “onshore” das bacias do Kwanza e Congo. Dada a actual conjuntura depressiva do sector petrolífero global e os cortes de projectos de exploração a serem efectuados pelas empresas do sector, os concursos deverão ser adiados, pelo menos, para o fim do ano, segundo notícias a que se teve acesso

Por: Francisco Manuel

As duas primeiras fases de privatização de activos da Sonangol – EP estavam aprazadas entre 15 e 30 de Maio docorrente ano, mas tiveram que ser remarcadas por dificuldades relacionadas com o Estado de Emergência, que impediram alguns potenciais interessados de visitar os activos em Angola. 

Contudo, apesar da situação, pressionada pela necessidade de fazer encaixes com as alienações, a Sonangol decidiu manter os prazos. 

Segundo fontes do sector, as propostas para a privatização da Sonatide ainda podiam ser apresentadas até ao último dia de Maio, assim como para a Sonamet Industrial, S.A., Sonacergy,   Petromar, SBM Shipyard e Paenal – Porto Amboim Estaleiros Navais. Porém, a concretização das vendas das participações deverá estender-se até final do ano.

De acordo com o PROPRIV, os sócios destas “joint-ventures” têm direito preferência na venda. A opção deverá ser exercida em empresas cujos parceiros da Sonangol têm, face às dificuldades financeiras da empresa, suportado nos últimos anos investimentos realizados pelas subsidiárias conjuntamente detidas, ou seja, limitando a entrada de novos “players” estrangeiros no sector. 

As fontes referem que, a melhoria da gestão destas participadas, associada a uma saída da Sonangol dos órgãos de gestão, é considerada um factor de valorização, para uma alienação futura a terceiros, fora do actual processo de privatização. 

As propostas serão avaliadas, depois de abertas formalmente, por um júri interno. O facto de o ministro dos Petróleos, Diamantino de Azevedo, ter decidido correr o risco de manter os prazos apesar das actuais contingências, poderá ter a ver com o facto de estar previsto o exercício de direito de preferência sobre estas participações pelos parceiros estrangeiros. 

Por outro lado, poderão ser empresas angolanas ligadas ao regime a adquirir as participações nas empresas prestadoras de serviços, na sua maioria rentáveis. 

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