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Exploração petrolífera longe dos patamares habituais

por Redação

Os cortes de 10% nas exportações petrolíferas, ao abrigo das decisões da OPEP, obrigaram à negociação de reduções com cada operador dos principais blocos em Angola, tendo a Sonangol sido a principal afetada. Entretanto, para o Estado, esta situação é preferível a uma redução do petróleo das operadoras dos blocos, que vendem no mercado internacional, gerando receitas fiscais em dólares, mais importantes do que as de venda de produto refinado pela Sonangol.

Francisco Manuel

Após ter contornado as decisões da OPEP de início, o país tem-se aproximado da quota definida, com a produção a rondar 1,22 milhões de barris por dia, mas terá de compensar futuramente o incumprimento inicial.
O Governo do Presidente João Lourenço tem procurado inverter a tendência recente de declínio de produção petrolífera, ou pelo menos estancá-la, referem fontes do setor, o que não foi alcançado nos últimos três anos.
Um possível recuo da produção para níveis próximos a um milhão de barris por dia, patamar médio de produção, mas longe dos principais produtores do continente, é avaliado por fontes do setor como elemento de significativa perda de valor económico e estratégico do país.
As medidas de estímulo do setor petrolífero, através da estratégia de licitação de blocos de petróleo para o período 2019-2025, a conduzir pela Agência Nacional de Petróleos e Gás (ANPG) na qualidade de concessionária do setor, na sequência a atividades de pesquisa, incluem também a produção de gás natural (GNL), tendo o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos negociado com os acionistas do complexo Angola LNG, nomeadamente a Chevron, BP, Total e ENI, a concessão de um bloco no Soyo para desenvolvimento de reservas de gás natural.
A concretização da concessão visa viabilizar o abastecimento da unidade Angola LNG, no Soyo, atualmente em baixa, pela conjuntura depressiva no setor, a que se associa o fato de os custos de extração do petróleo em Angola e em outros países africanos, em geral, serem significativamente mais elevados do que em outros países produtores, causando a suspensão de decisões de investimento previamente anunciadas pelas grandes petrolíferas.
Para o caso de Angola, cujo Governo alimentava esperanças na contenção da descida da produção petrolífera, desde o mês de Abril do corrente ano que, a generalidade dos programas de exploração foram suspensos. Algumas operadoras estão a reduzir sobremaneira as suas atividades extrativas e, em geral, prevalece no setor a convição de qu e as atividades de exploração só deverão ser retomadas com força em 2021, caso as circunstâncias de mercado o permitam. É muita “sarna” para o Executivo se coçar!!!

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