Início Economia BPC é o líder das falcatruas: Clientes queixam-se de dificuldades e até de prejuízos em movimentos bancários

BPC é o líder das falcatruas: Clientes queixam-se de dificuldades e até de prejuízos em movimentos bancários

por Redação

Cento e sessenta e três clientes bancários “queixaram-se”, durante o segundo trimestre deste ano, junto ao Banco Nacional de Angola (BNA) contra o Banco de Poupança e Crédito (BPC), por operações não efectuadas/reconhecidas e morosidade na realização de operações nos ATM/TPA)

As reclamações contra o BPC estão  ligadas aos serviços de conta corrente à ordem, movimentos em caixas automáticas (multicaixas), terminais automáticos (TPA) e transferências.

A lista de bancos divulgada pelo  Departamento de Conduta Financeira do BNA, a que Angop teve acesso, integra um total de  420  queixas registadas  contra outros bancos (de grande, média e pequenas dimensões).

No domínio da gestão das reclamações apresentadas directamente ao regulador, depois do BPC, segue o Banco Sol (45), o Millennium Atlântico (43), o de Fomento de Angola (42), o Angolano de Investimento (36),  e o Banco Internacional de Crédito(BIC), com 26.

As instituições bancárias de grande dimensão, indica a lista, têm reclamações de conta de depósito à ordem, dificuldades de operar as máquinas TPA/ATM, transferências, operações sobre o estrangeiro, crédito habitação e cobranças.

Na lista das reclamações das instituições bancárias de media e pequena dimensão, o ranking é liderado pelo Banco Comércio e Indústria (11), igual número para o Económico, seguido do Standard Bank Angola (8), Keve (7) e os restantes, entre 6 a um caso.

No que concerne as matérias mais reclamadas, os temas ligados às contas de depósito à ordem e às transferências congregam perto de 41% do total e apresentadas ao BNA pelos consumidores de produtos e serviços financeiros.

Relativamente às reclamações apresentadas contra as instituições financeiras, no que concerne as contas de depósito à ordem, destacam-se a movimentação indevida, não disponibilização de valores/numerário sem acesso e não disponibilização de valores ao beneficiário efectivo.

O Banco Central diz ainda terem registado menos 42  casos em comparação com o período homólogo de 2020,em que os consumidores de produtos e serviços financeiros apresentaram um total de 462 reclamações.

Durante o trimestre em referência, o mês de Abril registou mais reclamações, representando um peso de 36,9% do volume total dos 420 casos registados.

Apesar destes números, o Banco Central considera de “baixo” as reclamações registadas no II trimestre de 2021, olhando para média de apenas 3 clientes em cada 100  mil utentes  que apresentaram reclamações contra as instituições financeiras de grande dimensão e uma média de 9,3 clientes em cada 50 mil contra as instituições de média e pequena dimensão. (In Angop)

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