Início Economia Bancos angolanos apontados como fontes de “branqueamento de capitais” que financiam o terrorismo

Bancos angolanos apontados como fontes de “branqueamento de capitais” que financiam o terrorismo

por Redação

Recentemente, a Unidade de Informação Financeira (UIF) anunciou que mais de 98% das operações suspeitas de “branqueamento de capitais” em Angola são registadas nos bancos, manifestando preocupação com a falta de informação de outras entidades

A preocupação foi manifestada, através de uma informação, pela directora-geral da UIF, Francisca de Brito, que exortou as demais entidades sujeitas, como seguradoras e casinos, a reportarem «sempre que estiverem perante uma operação suspeita de branqueamento de capitais».
«Porque recebemos declarações de transações em numerário e declarações espontâneas apenas dos bancos que comunicam à UIF com maior regularidade sobre essas operações», explicou a responsável, durante um debate sobre «prevenção do branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo».
O sistema institucional de prevenção do branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo angolano é composto pelo Ministério Público, supervisores e reguladores, entidades sujeitas (bancos, seguros, valores mobiliários, jogos, casas de cambio, imobiliárias), órgãos policiais e sociedade civil.
Francisca de Brito, falando no referido encontro, lembrou que a UIF fez uma simulação de avaliação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em que foi questionada a falta de informações de outras entidades sujeitas.
Além de estatística, a directora-geral do UIF apontou a rotação de quadros, a falta de pessoal, de meios técnicos, a fraca supervisão (não financeira), a insuficiente aplicabilidade da lei, número de investigações e de condenações, como pontos fracos nas acções da instituição.
O apoio político, a legislação, existência da maioria de supervisores relevantes e a existência de ‘compliance off’ (cumprimento de regras) foram apontados como pontos fortes da UIF.
Uma narrativa histórica dos 10 anos da UIF, assinalados em 15 de Fevereiro, também foi apresentada no encontro.
Francisca de Brito recordou que depois de anos a ser monitorizada pela GAFI (Grupo de Acção Financeira Internacional), «apenas em 2016 Angola foi retirada da lista de países não cooperantes pelo facto de não possuir o sistema eficiente de prevenção ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo».
Nos últimos dias, com a expansão do islamismo e o àvontade com que estão a agir os muçulmanos no país, embora a religião não seja legal no território angolano, a sociedade em geral tem demonstrado crescente preocupação devido a suspeitas de haver ramificações em Angola de redes internacionais de terrorismo.
Pelo facto, determinados bancos angolanos, têm sido apontados de forma insistente, de serem os verdadeiros “trampolins”, que são utilizados pelas redes mafiosas instaladas em Angola, que roubam o erário público, desgraçam o país e desviam os valores para o “branqueamento de capitais”, destinando avultadas percentagens para financiar o terrorismo internacional.
*(Com agências)

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