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Banco Mundial pede ao Executivo maior investimento nos angolanos

por Redação

O Governo angolano deve investir nas pessoas para assegurar empreendimentos futuros no país. É o que defende o director regional para África do Banco Mundial, que faz balanço positivo da primeira visita que fez a Angola.

Francisco Manuel*

«Para o crescimento do país e diversificação da economia, nem sempre temos que investir em estradas, eletricidade e construção de escolas (…) precisamos sempre investir no homem porque se tivermos que atrair investimentos no futuro ou agora terão que usar o capital humano para que possam ser implementados no terreno».
Esta foi uma das mensagens transmitidas por Jean-Christophe Carret, director regional para África do Banco Mundial, ao Governo angolano durante a sua primeira visita a Luanda, que terminou no passado dia 01 do corrente mês.
O director regional para África do Banco Mundial, que fez um balanço positivo da visita de quatro dias, passou em revista com o Governo angolano a parceria existente entre as partes, «para perceber o que funciona, o que não funciona tão bem e o que ainda pode ser feito».
«Numa só palavra redefinimos as estratégias na parceria entre o Governo de Angola e o Banco Mundial», referiu.
Jean-Christophe Carret, que disse ter ficado impressionado com a liderança do Ministério das Finanças, disse que os assuntos discutidos centraram-se em dois temas, nomeadamente o sector social e o apoio técnico do Banco Mundial para acelerar as reformas que vêm sendo implementadas pelo país para a diversificação da economia e menos dependência do sector petrolífero.
«Acho que há uma visão clara do Governo sobre o que quer fazer e quando há uma visão clara é fácil para o Banco Mundial sugerir possíveis projectos, o diálogo à volta de importantes reformas», frisou.
O responsável destacou que a questão principal que o trouxe a Angola foi a redefinição de estratégias, «num mundo que se encontra cada vez mais em mudanças».
Relativamente ao contexto actual, Jean-Christophe Carret salientou que o Banco Mundial está neste momento a proceder à adaptação do seu posicionamento sobre a pandemia e os seus efeitos colaterais, com a realização de ajustamentos graduais.
Questionado se o Banco Mundial, apoia a retirada do subsídio aos combustíveis, processo para o qual Angola se prepara, o director regional para África do Banco Mundial disse que aquela instituição bancária está a apoiar na implementação desse desiderato.
«Para o efeito, há que se pensar e tem estado a ser implementado um programa que visa a alocação de recursos para os mais vulneráveis, o Kwenda, falámos sobre isso ao longo da minha visita e nas rondas efectuadas falou-se bastante sobre esse projecto, que vai certamente aliviar a carência dos que mais necessitam nesta altura», disse.
Por sua vez, a ministra das Finanças de Angola, Vera Daves, disse que o novo director do Banco Mundial deslocou-se ao país para se apresentar e também conhecer a carteira de projectos existentes. «Saber o conjunto de constrangimentos que os beneficiários desses projectos entendem que podem ser superados e quais são as expectativas relativamente à parceria entre o Governo de Angola e o Banco Mundial», referiu.
Vera Daves salientou que a parceria com o Banco Mundial está dividida em dois pilares. O primeiro relacionado com projectos e financiamento de projectos, que estão a avançar a ritmo normal, nos domínios da agricultura familiar, educação e saúde.
«Temos um outro pilar, não menos importante, que está relacionado com a implementação de reformas e assistência técnica. Neste domínio temos o Banco Mundial a apoiar-nos com o repensar do sector de águas, como é que as empresas do sector de águas se tornam mais eficientes», explicou a ministra.
A governante angolana adiantou que o Governo angolano trabalha com o Banco Mundial no mesmo exercício relativo ao sector das telecomunicações, para que se torne mais aberto e «pujante» com o envolvimento de agentes económicos privados.
«Estamos também a contar com assistência técnica do Banco Mundial para a inclusão financeira, assistência na implementação do programa de privatizações, é o nosso consultor estratégico», acrescentou finalizando. *(Com Agências)

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