Início Economia Apesar das “fraquezas” estratégia de Angola para o petróleo é positiva

Apesar das “fraquezas” estratégia de Angola para o petróleo é positiva

por Redação

A estratégia de exploração de petróleo em Angola, aprovada em Outubro por decreto presidencial, é positiva e melhora a perspectiva de evolução do sector para relançar a economia, considera a consultora Fitch Solutions.

Francisco Manuel*

De acordo com os analistas da Fitch Solutions, «Os novos blocos atribuídos na última ronda de licenciamento oferecem potencial para crescimento das reservas e da produção no futuro, ao passo que as mudanças no panorama fiscal e regulamentar, também apontam para passos na direção certa e melhoram a atractividade do sector para os investidores internacionais».
Numa apreciação ao sector do petróleo e gás, os especialistas da referida consultora, detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings, escrevem que «a estratégia de exploração de hidrocarbonetos entre 2020 e 2025, melhora a perspectiva de evolução do sector do gás e petróleo em Angola».
A Fitch Solutions, na sua análise, estima que a produção suba de 1,2 milhões de barris este ano para cerca de 1,3 milhões de 2021 até 2023, e alerta que o cumprimento das metas definidas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em que Angola vai ocupar a presidência rotativa a partir de 01 de Janeiro, «vai pesar na produção até Abril de 2022».
Partindo da referência de 1,5 milhões de barris diários, Angola teve de cortar a produção em 277 mil barris no segundo semestre deste ano, abrandando depois o corte para 247 mil nos primeiros seis meses de 2021.
«Dependendo das condições do mercado, estes cortes vão gradualmente cair para 196 mil barris por dia em Abril, e deverão manter-se neste nível até Abril de 2022», consideram os especialistas.
Os peritos da Fitch Solutions, em relação ao sector mais importante da economia angolana, apontam como principais pontos fortes «um sector petrolífero solidamente implantado, com infraestrutura desenvolvida e uma indústria de serviços diversificada, águas profundas por explorar, subdesenvolvimento das reservas de gás e um regime de licenciamento e fiscal estável».
Contudo, entre as fraquezas, estão «os desafios no ambiente de negócios infectado pela corrupção a alto nível, a pesada presença do Estado na indústria através da Sonangol e um pequeno mercado interno para o gás». *(Com agências)

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