Início Desporto Suspensão de Bento Kangamba: Amantes do futebol angolano agastados com Conselho de Disciplina da FAF

Suspensão de Bento Kangamba: Amantes do futebol angolano agastados com Conselho de Disciplina da FAF

por Redação

Diversos amantes do futebol em Angola reagiram com desagrado à decisão do conselho disciplinar da Federação Angolana de Futebol (FAF), em suspender por dois meses Bento dos Santos Kangamba, presidente do clube Kabuscorp do Palanca, alegadamente “por banalizar e reagir de forma negativa a notificação do pagamento da dívida ao técnico Paulo Torres”

O Conselho de Disciplina da FAF suspendeu o empresário das vestes de presidente do Kabuscorp do Palanca por um período de dois meses. A punição entrou em vigor no passado dia 26 de Agosto, data da publicação de deliberação.
Entretanto, em diversos meios sociais, os amantes do desporto – rei não reagiram bem à decisão do Conselho de Disciplina da FAF por considerarem que o futebol em Angola, de um tempo a esta parte, enveredou pelo caminho da decadência e a continuar a ser gerido como tem sido até agora, a modalidade vai ser completamente banalizada.
“Há muitas questões que precisam, com urgência, da atenção não só do Conselho de Disciplina, como de outros sectores da FAF, para voltar a pôr o nosso futebol nos ‘trilhos’, mas fecham-se os olhos para o que deve ser visto com a maior rapidez e prioridade, para perder tempo com situações que podem ser resolvidas de maneira mais pacífica e até pedagógica”, apontam os adeptos do futebol.
Conforme o que se pode perceber da opinião pública, o Conselho de Disciplina tem cometido diversas gafes nas suas decisões de que se destacam critérios que raiam o duvidoso e provocam discórdia no seio dos que se sacrificam para que haja futebol no país.
Bento Kangamba, entre outros, é um cidadão que, a expensas próprias, tem contribuido para o fomento e desenvolvimento do desporto, em particular o futebol, no país. Porém, não sendo o único a cometer erros no seio da comunidade futebolítica nacional, tem sido, no entanto, o mais penalizado e mediatizado, quando surgem situações como a que está na base da actual suspensão.
Sendo um parceiro da própria FAF, a instituição, ou os seus responsáveis, deviam agir mais de acordo com o momento, convocando o empresário, ouvindo as suas razões, marcando um prazo, ou seja, devia agir de modo mais pedagógico e adequado a harmonizar a modalidade em geral, em prol também da imagem da própria FAF e do país.
O próprio empresário, Bento Kangamba, é de opinião que “o Conselho Disciplinar não é apenas um órgão que resolve problemas relacionados com dívidas, mas deve tratar de assuntos de fórum disciplinar das equipas, do comportamento dos dirigentes, treinadores, jogadores. Entre outros”.
Mas, ao que se tem visto, “o Conselho Disciplinar é um departamento que simplesmente existe para criar dificuldades ao emblema do Palanca que após dois anos de suspensão por orientação da FIFA, voltou a garantir o seu apuramento à maior prova do futebol doméstico em 2021”.
Bento Kangamba disse estar triste pelo ultimato da FAF “que só quer manchar o nome do Kabuscorp” pela forma como está a enquadrar a situação.
“Não adianta ficar todos os dias a expor o Kabuscorp nos meios de comunicação. A FAF devia procurar ajudar a resolver o assunto de uma forma mais organizada. Mas parece que a federação só quer manchar o nome do Kabuscorp”, lamentou.
Bento Kangamba, garantiu que a sua direcção está a resolver a situação com o técnico português.”Estamos a resolver o problema com o professor Paulo Torres, vamos liquidar a dívida. Estamos em conversações com os advogados de Paulo Torres. Estamos tristes porque em nenhum momento a FAF notificou a nossa direcção”, realçou.
Enquanto isso, o presidente do Kabuscorp disse que a sua direcção está focada no regresso ao Girabola. “A nossa preocupação agora é criar condições para o nosso regresso ao Girabola, versão 2021/2022, por isso, estamos focados na disputa do Girabola”.
Para tal, Bento Kangamba vai apostar no mercado nacional, mas garante a chegada de quatro reforços, oriundos do estrangeiro para reforçar o plantel. “Vamos anunciar no momento próprio”.
A direcção do Kabuscorp do Palanca, para pagar o técnico português, deve desembolsar um montante no valor de 28.000.000 (Vinte oito milhões de Kwanzas). (Com agências)

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