Início Desporto Palancas Negras perdem – Futebol angolano continua “amarrado”

Palancas Negras perdem – Futebol angolano continua “amarrado”

por Redação

A falta de estoicismo, garra, espírito de decisão, foco e empenho no objectivo, um mal que atravessa gerações, continua a “amarrar”, qual “maldição”, o futebol angolano. As justificações e/ou desculpas, idênticas há décadas, já não colhem!

Licínio Adriano

Como já se vaticinava em meios de amantes do futebol, a Seleção Nacional (Palanca Negras), voltou a perder, nesta terça-feira (17.11), em Luanda, diante da República Democrática do Congo (RDC), por 0-1, no Estádio 11 de Novembro.
Em partida da quarta jornada do grupo D, qualificativa ao Campeonato Africano das Nações (CAN), em 2022, nos Camarões, o golo do adversário foi marcado aos 63 minutos por Kebano.
Com esta derrota, a seleção mantém-se na última posição do grupo, com três derrotas e um empate, estando já afastada da fase final do CAN.
A RDC passa agora a somar 6 pontos, ocupando o terceiro lugar do grupo atrás do Gabão, segundo classificado e Gâmbia, primeiro classificado, ambos com 7 pontos.
Com um saldo negativo de 4 golos e ainda duas partidas por disputar, as chances da seleção nacional em qualificar-se para o africano nos Camarões são virtualmente impossíveis.
Passam os anos, surgem novas gerações, mudam os atletas, os treinadores, mas permanecem os hábitos, muita teoria falaciosa e pouca prática. A cada geração, tem havido bons atletas, alguns são mesmo geniais, mas os conjuntos nunca resultam, porque falta o principal nos atletas e dirigentes angolanos: a cultura do empenho pela vitória; o espírito de sacrifício máximo; garra; estoicismo e decisão.
Enquanto não incutirmos isso na mente e no corpo, o futebol de Angola será sempre medíocre e os conjuntos angolanos meros animadores nas competições internacionais. A ida ao Mundial em 2006 e a vitória no CAN de júniores, foram meros acasos, porque se tivessem sido verdadeiras proezas, tudo seria diferente actualmente.
Há que repensar muito bem o que se faz e o que se pretende na realidade e haja mais humildade, porque se não fôr assim, vai-se continuar a «marcar passo» no mesmo lugar!

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